Mais de 70 cirurgiões deixam de realizar cirurgias pelo Planserv por falta de reajuste

Mais de 70 cirurgiões deixam de realizar cirurgias pelo Planserv por falta de reajuste

 

Um total de 72 cirurgiões torácicos e cardiovasculares deixará de realizar cirurgias pelo Planserv a partir do dia 23 de agosto. A notificação da rescisão do termo de adesão da Cooperativa de Cirurgiões Cardiovasculares ou Torácicos do Estado da Bahia (Cardiotórax) foi protocolada no dia 24 de maio. A decisão deve-se à negativa da Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado da Bahia em reajustar os valores dos honorários médicos, fato que impede tanto o restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro do acordo entre as partes, firmado em 2012, quanto a recuperação das perdas inflacionárias dos últimos anos.

A Cardiotórax respeitará o prazo do termo de adesão de 90 dias para suspensão das cirurgias eletivas, razão pela qual o atendimento aos beneficiários do Planserv não será interrompido até agosto. “Após este prazo, a cooperativa não tem nenhuma competência para a cobrança dos honorários dos cirurgiões torácicos e cardiovasculares, ficando a decisão a cargo de negociação entre a equipe médica e o paciente e o hospital”, salienta o diretor técnico da Cardiotórax, Romilton Machado. A decisão sobre o descredenciamento só foi tomada após diversas tentativas de diálogo e negociação sobre a recomposição dos valores pagos pelo Planserv, os quais não são reajustados há 10 anos.

De acordo com o presidente da Cardiotórax, o cirurgião torácico Leandro Públio, a cooperativa vem notificando o Planserv sobre a defasagem dos valores dos procedimentos há cinco anos. “A impossibilidade de avanço das negociações torna inviável a continuidade da relação. Os cooperados realizam procedimentos cirúrgicos de alta complexidade, prezando pela qualidade e técnicas eficazes, a fim de mitigar os riscos inerentes a qualquer cirurgia. Entretanto, não recebemos a contraprestação justa pelos serviços que são prestados aos beneficiários do Planserv, conforme reconhecido pelo próprio órgão”, declarou.

Entre as solicitações feitas ao Planserv pela Cardiotórax reiteradamente e, em especial, durante a reunião realizada no dia 16 de novembro do ano passado, destacam-se: modificação dos valores referenciais de códigos de tabela aberta de procedimentos; criação de pacotes e procedimentos ainda não existentes e correção dos valores das tabelas de cirurgias. Após outra reunião realizada entre as partes no dia 10 de março, o Planserv enviou sua resposta por escrito negando a maioria dos pedidos com a justificativa de que o impacto financeiro gerado impediria o atendimento dos pleitos.

Procurado pelo Metro1 o Planserv respondeu que mantém diálogo com a categoria e que “os hospitais credenciados à rede estão aptos a prestar todos os serviços médicos aos beneficiários. Essas unidades, conforme determinam os contratos, devem oferecer o serviço de cirurgias torácicas e cardiovasculares”.

*Com Metro1

Foto: Divulgação

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