Brasil está entre os 10 países do mundo que mais jogam comida fora

Brasil está entre os 10 países do mundo que mais jogam comida fora

 

Cultivo com técnicas responsáveis de adubação é essencial para reverter o quadro, aumentar produção com qualidade e baratear cesta básica. Papel do cálcio nessa missão é primordial!

Nem sempre é melhor sobrar do que faltar. Quando se trata de alimentos, o desperdício é uma questão séria. E o Brasil se destaca negativamente – está entre os 10 países do mundo que mais jogam comida fora. Segundo dados de 2013 da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), são 26,3 milhões de toneladas de alimentos desperdiçados por ano. Segundo a EMBRAPA (2018), cada família média brasileira desperdiça quase 130 Kg de comida por ano, o que equivale a 41,6 kg por pessoa.

Esse número estrondoso representa quase 10% de todo o alimento disponível no país. Do outro lado da balança, há a estimativa, segundo o Banco Mundial, que cerca de 14,7 milhões de brasileiros, cerca de 7% da população, passe fome até o final de 2020. Essa situação tem seu agravamento especialmente após a crise econômica advinda da pandemia. Entre os alimentos que o brasileiro mais desperdiça estão o arroz, a carne vermelha, o feijão e o frango.

“A solução para esse problema está na educação. E educação em vários sentidos. Precisamos aprender a comprar o necessário, a planejar as compras no supermercado. Saber reaproveitar os alimentos, ou até parte deles, como a casca, além de armazená-los adequadamente para que permaneçam saudáveis por mais tempo. Necessitamos urgentemente mudar os hábitos do nosso consumo alimentar.”, explica o engenheiro agrônomo Dr. Valter Casarin, coordenador científico da Nutrientes para a Vida.

É nesse contexto que entra o cálcio. Segundo o especialista, o nutriente é fundamental para o crescimento salubre das plantas e, principalmente, a preservação dos alimentos. A concentração adequada de cálcio promove melhor aspecto e maior tempo de preservação dos alimentos, retardando o apodrecimento.

“Isso acontece porque o cálcio garante a firmeza do alimento. Em caso de carência do nutriente, ele pode amolecer rapidamente, impossibilitando o consumo. No que diz respeito ao amadurecimento, o cálcio atua como um desacelerador do processo, assegurando a comida saudável por mais tempo”, afirma Dr. Casarin.

Além da contribuição para o planeta e para o armazenamento de alimentos, o cálcio ainda tem benefícios importantes para o organismo humano: é ele o responsável pela formação de ossos e dentes, regulagem da coagulação e importantes funções neuromusculares.

São alimentos ricos em cálcio, por exemplo, semente de gergelim, sardinha, ricota, grão-de bico e aveia, além de figos secos, tâmaras, damascos, tangerinas e ameixas.

Aliás, é para garantir que as plantas recebam todos os elementos essenciais a seu bom desenvolvimento, habilitando-se assim, para a produção de alimentos de fato saudáveis e nutricionalmente balanceados para a alimentação humana que a Iniciativa Nutrientes para a Vida (NPV) trabalha ininterruptamente.

Sua missão é esclarecer a sociedade brasileira, com base em estudos científicos, sobre a importância e os benefícios dos fertilizantes na produção e qualidade dos alimentos bem como sua utilização adequada.

Cálcio

Porém, toda essa desenvoltura dos alimentos ricos em cálcio não vem do nada: é preciso todo um processo de reposição do nutriente no solo, a fim de devolver as quantidades exportadas pelos produtos agrícolas durante seu crescimento e manter a boa fertilidade do solo.

“Para a melhor produtividade e qualidade nutricional dos alimentos, recomenda-se aos agricultores que utilizem a aplicação no solo de fertilizantes fornecedores de cálcio como, por exemplo, os superfosfatos, além do calcário e o gesso agrícola”, pontua o engenheiro agrônomo. Segundo ele, é uma prática muito comum para corrigir o pH ácido dos solos tropicais, comuns no Brasil, e com baixa disponibilidade de cálcio.

A aplicação, porém, deve ser bem averiguada e pensada para atender a demanda nutricional da planta, sem prejudicar o solo e os próprios alimentos. “É imprescindível fornecer a dose correta de nutrientes de acordo com os resultados da análise de solo e da tabela de adubação para a cultura explorada. É um processo realizado de maneira criteriosa e responsável”, destaca.

Todo cuidado é pouco, tendo em vista que os solos não geram nutrientes. Eles apenas contêm quantidades determinadas que ficam armazenadas e são absorvidas pelas plantas para completar o seu ciclo de vida, ou seja, para produzir alimento. Após esse processo, os nutrientes devem ser repostos, na dosagem, época e local corretos.

Através do uso eficiente de fertilizantes, nutrimos o solo com cálcio, assim como outros importantes nutrientes, disponibilizando para as plantas produzirem nosso alimento, contribuindo para a segurança alimentar, para a sustentabilidade ambiental e ao bem-estar dos brasileiros.

 

Foto: Pixabay

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *