Composto extraído da planta raiz de ouro pode ajudar pacientes com diabetes, aponta estudo

Composto extraído da planta raiz de ouro pode ajudar pacientes com diabetes, aponta estudo

 

Um extrato das raízes da planta Rhodiola rosea (raiz de ouro), típica das regiões frias próximas ao Círculo Polar Ártico, mostrou resultado promissor para ajudar a controlar o diabetes tipo 2, de acordo com estudo publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature.

Nos teste realizados com camundongos que foram induzidos ao diabetes, a substância reduziu a quantidade de biomarcadores inflamatórios e melhorou a resposta à insulina, informa l site americano SciTechDaily. Os cientistas observaram também uma diminuição dos níveis de açúcar no sangue em jejum e alteração da composição das bactérias da microbiota intestinal.

“A prevalência de diabetes tipo 2 e os custos de saúde associados aumentaram constantemente nas últimas décadas. Os seres humanos usam plantas e produtos naturais há milhares de anos para tratar doenças, e nosso estudo mostra que Rhodiola rosea é uma boa candidata para uma investigação mais aprofundada. As recomendações atuais de tratamento incluem mudanças no estilo de vida, bem como medicamentos orais e intravenosos. No entanto, esses remédios apresentam limitações ou efeitos colaterais significativos, aumentando a necessidade de novas intervenções terapêuticas”, comenta o pesquisador Mahtab Jafari, da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA), um dos autores do estudo, citado pelo site americano.

Os cientistas testaram se a raiz de ouro podia melhorar a homeostase da glicose (equilíbrio do açúcar no sangue) usando um modelo com cobaias geneticamente modificadas para desenvolverem obesidade, resistência à insulina e excesso de açúcar no sangue, que são características típicas do diabetes tipo 2 em humanos. Dois grupos de camundongos machos e fêmeas, da mesma idade, foram separados aleatoriamente para receberem água (grupo de controle) e extrato de Rhodiola rosea.

“Nossas descobertas sugerem que a Rhodiola rosea pode ser benéfica no tratamento do diabetes tipo 2, agindo por meio de mudanças no microbioma [intestinal] que resultam em aumento da integridade da barreira intestinal e diminuição da transposição de moléculas inflamatórias para a circulação sanguínea. A integridade da barreira intestinal influencia o peso corporal e a resposta à insulina, e esse produto botânico pode melhorar as respostas do fígado e dos tecidos musculares à insulina produzida pelo pâncreas”, explica Jafari ao SciTechDaily.

Agora, a equipe quer realizar um estudo maior para confirmar essas descobertas e investigar os mecanismos moleculares envolvidos. Em seguida, os pesquisadores esperam realizar ensaios clínicos do extrato da raiz de ouro em pacientes com diabetes tipo 2.

*Redação

Foto: Getty Images/iStockphoto

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *